Arquivo para junho, 2008

Por causa de você

Posted in Uncategorized with tags , , on junho 15, 2008 by flavyamutran

\'Por causa de você\', justaposição de chromos que anterior a série \'Quase Memória\', Belém/PA/Brasil. Obra exposta e publicada no Projeto A IMAGEM DO SOM, em homenagem ao compositor Antônio Carlos Jobim. © Flavya Mutran ‘Por causa de você’, justaposição de chromos anterior a série ‘Quase Memória’, Belém/PA/Brasil. Obra exposta e publicada no Projeto A IMAGEM DO SOM, em homenagem ao compositor Antônio Carlos Jobim. © Flavya Mutran

A imagem do som de Antonio Carlos Jobim*

 Em sua quarta edição, o projeto A Imagem do Som presta homenagem à genialidade de Antonio Carlos Jobim. Um dos mais importantes embaixadores da nossa cultura, sua dedicação à arte e à beleza criou inúmeras obras-primas, reconhecidas mundialmente como imagens de um país de sonho. Em suas músicas, ele exalta o amor e a natureza, temas universais e infinitos, verdadeiras trilhas sonoras da vida de todos nós. A celebração dessa vida cantada por Tom é a proposta de A Imagem do Som. Seguindo a tradição das edições anteriores, neste livro, 80 artistas contemporâneos de diferentes áreas de atuação desenvolveram livremente suas criações para 80 músicas de Tom, escolhidas por sorteio para cada um.  Chico Caruso colocou Tom Jobim surfando num piano em Wave, e Penna Prearo criou um cômico ringue para Brigas Nunca Mais.  O livro homenageia também a poesia de Vinicius de Moraes, Newton Mendonça, Aloysio de Oliveira, Chico Buarque, Dolores Duran, Billy Blanco, Luiz Bonfá, Jararaca, Paulo Cesar Pinheiro, Ray Gilbert e Marino Pinto, parceiros de Tom em clássicas composições. A Imagem do Som de Tom Jobim é o desdobramento da série que já reverenciou Caetano Veloso, Dorival Caymmi, Chico Buarque, Gilberto Gil e o pop-rock brasileiro.’

 

Felipe Taborda, Designer idealizador e realizador do projeto A Imagem do Som.*

capa do livro ‘A Imagem do som de Tom Jobim’, edição esgotada da série do projeto do Designer carioca Felipe Taborda.  capa do livro ‘A Imagem do som de Tom Jobim’, edição esgotada da série do projeto do Designer carioca Felipe Taborda.

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Antarctica Artes com a Folha

Posted in Uncategorized with tags , on junho 13, 2008 by flavyamutran

Ilusão, da sèrie Palimpsestos, exposto no projeto Antarctica Artes com a Folha, 1996, São Paulo © Flavya Mutran

‘Ilusão’, da série Palimpsestos, exposto no projeto Antarctica Artes com a Folha, Pavilhão Manuel da Nóbrega, Ibirapuera, São Paulo/SP/Brasil © Flavya Mutran

Iniciativa pioneira nas artes plásticas brasileiras, o projeto Antarctica Artes com a Folha reuniu profissionais de destaque, com trajetórias bastante diversificadas, para traçar um mapa da mais recente produção artística nacional na segunda metade da década de 90. Durante seis meses, cinco curadores visitaram 1360 ateliês em 26 estados brasileiros, conversando com os artistas e conhecendo seus trabalhos. A seleção final dos 62 artistas sintetiza os mais novos rumos das artes visuais no Brasil na época. Com textos de Celso Fioravante, Lisette Lagnado, Lorenzo Mammi, Nelson Brissac, Stella Teixeira Barros, a edição de luxo reúne imagens do projeto e textos importantes sobre esse mapeamento pioneiro nas Artes Visuais brasileira no período. Os paraenses Flavya Mutran e Alberto Bitar estão entre os artistas participantes.

Capa do Livro ‘Antarctica Artes com a Folha’ da Editora COSAC E NAIFY, 1998. Capa do Livro ‘Antarctica Artes com a Folha’ da Editora COSAC E NAIFY, 1998. O livro traz a produção de 62 artistas brasileiros, a chamada Geração 90, com fotos de trabalhos que estiveram expostos na histórica mostra de 96. A reedição também mostra trabalhos mais recentes.

Novas Travessias

Posted in Uncategorized on junho 12, 2008 by flavyamutran

Capa do livro ‘Novas Travessias, Contemporary Brazilian Photography’, de Maria Luiza Carvalho, com destaque para a produção fotográfica de Belém/ Pará Capa do livro ‘Novas Travessias, Contemporary Brazilian Photography’, de Maria Luiza Carvalho, com destaque para a produção fotográfica de Belém/ Pará

O projeto ‘Novas Travessias, Contemporary Brazilian Photography’ organizado pela pesquisadora e curadora brasileira radicada na Inglaterra Maria Luiza Melo Carvalho, reuniu em 1996 os trabalhos de vários fotógrafos de seis estados brasileiros, numa publicação bilíngüe e uma exposição na ‘The Photographer’s Gallery’, um dos mais importantes espaços para a fotografia de Londres (Inglaterra). A produção dos fotógrafos paraenses foi destaque na publicação, com os trabalhos de Luiz Braga, Paulo Santos, Elza Lima, Paula Sampaio, Miguel Chikaoka, Ana Catarina, Cláudia Leão, Mariano Klautau Filho, Orlando Maneschy e Flavya Mutran (que além da publicação, também teve duas obras expostas em Londres).

Gato, série Caixa de Pandora, exposta na Mostra ‘Novas travessias, Contemporary Brazilian Photography’, na ‘The Photographer\'s Gallery’, emLondres (Inglaterra) 1996  ©Flavya Mutran Gato, série Caixa de Pandora, exposta na Mostra ‘Novas travessias, Contemporary Brazilian Photography’, na ‘The Photographer’s Gallery’, emLondres (Inglaterra) 1996  ©Flavya Mutran 

Em busca das Imagens guardadas*

Posted in Uncategorized on junho 9, 2008 by flavyamutran

Capa do catálogo da exposição ‘Novas Visões – Fotografia contemporânea do Pará’, coletiva realizada em Niterói e no Rio de Janeiro em 1997 e 1998, respectivamente. Capa do catálogo da exposição ‘Novas Visões – Fotografia contemporânea do Pará’, coletiva realizada em Niterói e no Rio de Janeiro em 1997 e 1998, respectivamente.

“Destacada integrante da geração 90 da fotografia paraense, Flavya Mutran envereda pelos caminhos da interferência no processo de revelação de suas fotografias, atitudes presentes desde o início de sua carreira. De fato, as experimentações realizadas a partir de 1989 com seus trabalhos de estúdio e documentação do folclore e da arquitetura, mostram como foram incorporadas ao seu antigo acervo novas leituras provocadas pelas suas manipulações. De natureza inquieta, esta talentosa artista visual compõe, em 1992 e 1993, a primeira série ‘Caixa de Pandora’, que resulta em mais de uma dezena de obras únicas, materializadas em forma de caixas que semi-velam segredos, ressaltando a idéia de baús de memórias.

   

Olhos, série Caixa de Pandora, fotografia P&B com viragem em selenol montada em suporte de madeira, vidro e alumîio betumado. Belém/PA, 1993 ©Flavya Mutran Olhos, série Caixa de Pandora, fotografia P&B com viragem em selenol montada em suporte de madeira, vidro e alumínio betumado. Theodoro Braga/CENTUR, Belém/PA, 1993 ©Flavya Mutran

 

A exemplo de alguns fotógrafos que aqui compõem o grupo Caixa de Pandora, Flavya simboliza esta narrativa mística, resgatando imagens antigas, cujas leituras desmistificam o que ela considera ruim. Em seu último trabalho da série pandoras de lata, de 1994, a autora encerra esta fase da redescoberta de material de arquivo, o que simboliza para a artista ‘o falecimento prematuro de alguns inocentes teimosias de amador.’1

Já na série ‘Pandoras de água’ de 1995, as fotografias em preto e branco estão montadas entre lâminas de vidro, emolduradas com alumínio, contendo substâncias como óleo e água no interior das lâminas. Montadas de forma horizontal, através de cabos de arame presos no teto, esta instalação permite que o observador interaja com a obra pelo toque nas molduras, provocando o deslocamento do líquido através da fotografia de um corpo feminino. A concepção desta instalação trabalha com a idéia das molduras como ampulhetas, onde a questão do tempo é enfocada sob o ângulo das transformações físicas e emocionais através de interferências e distorções do corpo feminino. Mais recentemente, no desenvolvimento do projeto ‘palimpsestos’, o sentido desta palavra Greco-latina é o leit motif da pesquisa de Flavya Mutran, instaurando para a artista uma ligação profunda com a morte e ressurreição da fotografia, um enfrentamento dialético que traduz a essência do trabalho aqui apresentado. Assim é que Flavya funde conceitos de recordar-esquecer e vai ao encontro de imagens de pessoas e lugares que impregnam seus filmes fotográficos – desentranha a lembrança de um tempo fugidio, começando por procurar as pontas dos filmes, com seus fotogramas operados pelo acaso, com cenas inacabadas, impressas por superposição de imagens. São atos falhos, lapsos e, por que não, premonições de imagens do invisível, descortinadas na virtualidade de sua memória, onde a reflexão sobre a experiência subjetiva pode levar à constatação de que existe algo como um ‘ruído mental’ de fundo, em ebulição permanente, de onde surgem pensamentos, idéias, juízos e emoções, que desaparecem posteriormente e que podem sempre ser resgatados pelo processo criativo.2 Assim, como um desafio pessoal, a artista busca constantemente ‘trazer à luz o que um dia, em algum lugar esteve ali, e que hoje são traços mnésicos, duráveis e infinitos, latentes e à espera de serem (re)descobertos.’3

Como uma arqueóloga, a artista escava, arranha, procurando o que está abaixo da camada da superfície da imagem, na procura do ponto de cisão entre o real e imaginário. Vai em busca de um olhar interior, embebedando-se de memória psíquica e de memória física – e também tecnológica, permitindo-se, também, encontrar a marca do sujeito, para fundar as imagens que é capaz de assimilar.4 As fotos que surgem são suporte tangíveis, sofrendo a interferência do grafismo da palavra – signos sobre a imagem – que buscam aproximá-la de sensações não vivenciadas através da fotografia. A estas fotos são incorporadas a resina que, em sua consistência sólida e transparente, funciona como uma forma de preservação.

Nas sombras e luzes do tempo congelado, imagem e palavra interagem, expressando a solidão que remete, em termos bíblicos, àquela sugerida pelos fiéis no muro das lamentações. As inscrições nas fotos aqui destacadas – ‘Tem umas pessoas que já o viram e o sabem’, ‘tempo, tempo, tempo’ – reinteram o sentido ‘do espiritual da arte transformando algumas imagens em pura abstração, outras em imagens de fantasmagoria surpreendente… ’5

Para Flavya Mutran, a fotografia passa a encarnar a idéia contida na palavra palimpsestos, ‘manuscritos sob cujo texto se descobre a escrita ou escritas anteriores’, ou seja, da fotografia que se sobrepõe a outra fotografia, ad infinitum. Através da multiplicidade de sobreposições e configurações poderia-se, ao final, o sentido de que a arte existe como uma trama de referências, não necessariamente localizada numa forma, médium ou local.”6

 

 

*Texto extraído do catálogo da exposição ‘NOVAS VISÕES, FOTOGRAFIA CONTEMPORÂNEA DO PARA’, realizada pela FUNARTE na Galeria de Arte da UFF em 26nov a 14dez de 1997 em Niterói/RJ e na Galeria Sergio Milliet, em 13jan a 6mar de 1998 no Rio de Janeiro/RJ, sob a curadoria de Ângela Magalhães, Nadja Peregrino e Paulo Máttar.

NOTAS

1 Referência de texto de Flavya Mutran.

2 ‘La imagem visual como processo’, Jacobo Grinberg. Luna Córnea n°5. México, conselho Nacional para a Cultura e as Artes. 1994.

3 Referência de texto de Flavya Mutran.

4 ‘A luz e o cego’, Evgen Bavcar. Artepensamento, org. Adauto Novaes. São Paulo, Companhia das letras, 1994.

5 Extraído de texto de Cláudio de La Rocque Leal, Belém/PA, abril de 1996.

6 ‘Passagens da imagem: pintura, fotografia, cinema, arquitetura, de Nelson Brissac Peixoto. Imagem máquina, org. André Parente. Rio de janeiro, Editora 34, 1993.

 

 

Pandoras de Água

Posted in Uncategorized with tags on junho 9, 2008 by flavyamutran

‘Pandora de água’, fotografias em P&B com viragem parcial em selenol, montadas entre lâminas de vidro com água e óleo dentro. Belém/PA/Brasil, 1995 ©Flavya Mutran

‘Pandora de água’, fotografias em P&B com viragem parcial em selenol, montadas entre lâminas de vidro com água e óleo dentro. Belém/PA/Brasil, 1995 ©Flavya Mutran

‘Pandora de água’, fotografias em P&B com viragem parcial em selenol, montadas entre lâminas de vidro com água e óleo dentro. Belém/PA/Brasil, 1995 ©Flavya Mutran 

Pandoras de Água, série de Fotografias em P&B com viragem parcial em selenol, montadas entre lâminas de vidro (com água e óleo dentro) como ampulhetas líquidas e planas. Num total de seis obras, três 50x60cms e três 30x40cm, há poucos registros desta série, restando apenas as reproduções de três trabalhos. A instalação completa foi exposta no Projeto Caixa de Pandora, coletiva de fotógrafos na linha experimental com Claúdia Leão, Flavya Mutran, Mariano Klautau Filho e Orlando Maneschy, galeria Theodoro Braga, Belém/PA/Brasil, 1995 ©Flavya Mutran

‘Pandora de água’, fotografias em P&B com viragem parcial em selenol, montadas entre lâminas de vidro com água e óleo dentro. Belém/PA/Brasil, 1995 ©Flavya Mutran

Primeiras caixinhas

Posted in Uncategorized with tags , on junho 5, 2008 by flavyamutran

Santa, série Caixa de Pandora, Belém/PA, 1993  ©Flavya Mutran Santa, série Caixa de Pandora, fotografia P&B com viragem em selenol montada em suporte de madeira, vidro e alumínio betumado. Theodoro Braga/CENTUR, Belém/PA, 1993  ©Flavya Mutran

Anjo, fotografia em P&B com viragem em selenol  montada em caixa de madeira e vidro com alumîio betumado. Série ‘Caixas de Pandora’ de 1993 ©Flavya Mutran Anjo, fotografia em P&B com viragem em selenol  montada em caixa de madeira e vidro com alumínio betumado. Série ‘Caixas de Pandora’ de 1993 ©Flavya Mutran

Bebê, último trabalho da série ‘Caixas de Pandora’ de 1994 ©Flavya Mutran Bebê, último trabalho da série ‘Caixas de Pandora’ de 1994. ©Flavya Mutran

Num total de 15 obras, em média 30x30cm, sendo a maior 50x60cm, os trabalhos da série ‘Caixa de Pandora’ são da primeira coletiva de fotógrafos experimentais que na década de 90 pretendiam expor as suas produções voltadas para experimentações de suportes variados de temas pouco convencionais da Fotografia. Eu, Claudia Leão, Mariano Klautau Filho e Orlando Maneschy nos juntamos para falar sobre nossas pesquisas, inspirações, dores, afetos e trabalhos . O projeto foi exposto dois anos em Belém, e em Brasília, mas com montagens individuais e coletivas em várias outras capitais. Atualmente, dois trabalhos desta série estão expostos no Museu de Arte do Estado do Pará, em mostra retrospectiva da produção dos anos 80/90 sob a curadoria de Alexandre Sequeira, Marisa Mokarzel e Orlando Maneschy.