Arquivo para julho, 2008

Amazônia, Luz e Reflexão

Posted in Uncategorized on julho 6, 2008 by flavyamutran
Capa do livro ‘AMAZONIA, LUZ E REFLEXÃO’, editado pela Funarte em 1997.

Capa do livro ‘AMAZONIA, LUZ E REFLEXÃO’, editado pela Funarte em 1997.

Capa da revista “EXTRA CAMERA” da Venezuela, n°02, editado pelo CONAC março de 1995.

Capa da revista “EXTRA CAMERA” da Venezuela, n°02, editado pelo CONAC março de 1995.

Uma publicação co-editada pelo Conselho Nacional da Cultura da Venezuela (CONAC )e a FUNARTE, a revista Extra Camera dedicou à Amazônia uma edição especial sobre a produção fotográfica de fotógrafos de países que integram a Amazônia Legal. A fotografia paraense foi representada pelos trabalhos de Elza Lima, Paulo Amorim, Luiz Braga, Miguel Chikaoka, Flavya Mutran, Orlando Maneschy, Leila Jinkings, Patrick Pardini e até fotos históricas de Felipe Fidanza, do início do século XX. No ano seguinte, a CONAC e Funarte publicaram o livro ‘AMAZONIA, LUZ E REFLEXÃO’, com versões em Português da revista Extra Camera.

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Olhar sem fronteiras

Posted in Uncategorized on julho 6, 2008 by flavyamutran
II Foto Norte, ‘Amazônia, o olhar sem fronteiras’, Salão de fotografia organizado pela Funarte e Governo do Pará, sobre a produção fotográfica dos pases que integram a Amazônia legal. Belém/PA/Brasil 1998

II Foto Norte, ‘Amazônia, o olhar sem fronteiras’, Salão de fotografia organizado pela Funarte e Governo do Pará, sobre a produção fotográfica dos países que integram a Amazônia legal. Belém/PA/Brasil 1998

Fotos da série Palimpsestos na Coleção Joaquim Paiva

Posted in Uncategorized with tags , on julho 6, 2008 by flavyamutran
capa do livro resultado da mostra da Coleção Joaquim Paiva na França, em 2005

Capa do livro resultado da mostra da Coleção Joaquim Paiva na França, em 2005

Aconteceu no Théâtre de la Photographie et de l’Image Charles Nègre em Nice, na Riviera Francesa, em 2005, a exposição fotográfica com  parte do acervo de Joaquim Paiva, um dos mais importantes  colecionadores de fotografia contemporânea brasileira. A mostra integrou a programação do Ano Brasil na França e o 18º Mês da Fotografia de Nice. Foram expostas 174 fotografias de 36 autores brasileiros, com destaque para as mais recentes aquisições do colecionador. Três imagens de Flavya Mutran foram expostas na mostra que também gerou uma bela publicação de livro com fotos da coleção, que é considerado um das mais importantes acervos de fotografia particular do Brasil. Em 2008, o Brasil foi o país convidado de honra da 27a. edição da Arco – Feira Internacional de Arte Contemporânea, um dos maiores eventos de artes visuais do mundo, em Madri, Espanha. A produção nacional foi representada em uma exposição das obras de 108 autores, distribuídas entre acervos de 32 galerias, instaladas em um pavilhão dedicado exclusivamente aos artistas brasileiros. Além do evento principal, a feira, que todo ano traz paralelamente uma programação especial, teve entre seus destaques as exposições ‘Mirada do Colecionista’, que apresentava parte da respeitada Coleção Joaquim Paiva/MAM RJ, e Devaneios, em que era exibida uma série de fotos em cor registradas pelas lentes do fotógrafo e colecionador. Metade das 1.090 fotografias da coleção brasileira de Joaquim Paiva, que atualmente reside em Madri, na Espanha, se encontra depositada em comodato no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro.

Das origens ao contemporâneo

Posted in Uncategorized on julho 6, 2008 by flavyamutran
Fotografia no Brasil, das pesquisadoras Ângela Magalhães e Nadja Peregrino. Rio de Janeiro/RJ/Brasil, 2004

Acima e abaixo, respectivamente, as capas dos livros ‘Fotografia no Brasil – Um Olhar das Origens ao Contemporâneo’, das pesquisadoras Ângela Magalhães e Nadja Peregrino, Editado pela Funarte em 2004 e ‘Mapas Abiertos, Fotografia Latinoamericano’, de Alejandro Castellote (Madri, Espanha), que tem fotos da fotógrafa Flavya Mutran, entre outros como destaques da fotografia Latino Americana contemporânea.

Livro \'Mapas Abiertos, de Alejandro Castellote (Madri, Espanha).

Duas publicações importantes para a fotografia Latino Americana foram destaques nos últimos anos. Ambos ricamente ilustrados e com textos precisos sobre a produção histórica e contemporânea no Brasil e nos países de origem latina, Mapas Abiertos e Fotografia no Brasil são obras obrigatórias para quem se interessa por fotografia e arte.

De autoria de Ângela Magalhães e Nadja Peregrino, o livro Fotografia no Brasil – um olhar das origens ao contemporâneo, publicado em 2004, é parte da Coleção História Visual criada pela Funarte em 1992, traz mais de 450 trabalhos de diversos autores, que mostram a trajetória da fotografia no país entre a fase pioneira do período imperial e a fase moderna. Foi lançado em São Paulo no mesmo dia em que outra importante publicação latino-americana sobre fotografia chegava ao Brasil, o livro Mapas Abiertos, Fotografia Latinoamericano, de Alejandro Castellote (Madri, Espanha), com a presença dos autores para autógrafos. Em ambas as publicações a produção paraense é destaque com os trabalhos de vários autores locais de diferentes estilos e temáticas. Segundo trecho de texto escrito por Juan Esteves* para o Fotosite, Do pioneirismo publicitário de Chico Albuquerque, chegam autores como Bob Wolfenson, Marcio Scavone, Arnaldo Pappalardo, Claudio Elisabetsky, J.R.Duran, Ella Durst, entre outros importantes. A partir do emblemático fotojornalismo da revista Realidade vem outra leva excepcional onde nomes como os de Claudia Andujar, Walter Firmo, George Love, David Zingg e Luigi Mamprim se tornaram ícones de uma era, e que pavimentaram o percurso de fotógrafos como Orlando Azevedo, Paulo Leite, Ed Viggiani, André Vilaron, Thiago Santana, José Bassit e André Cypriano. A importância do jornalismo independente das agências como a Focontexto, F4, Ágil, Fotograma e ZNZ, com fotógrafos como Juca e Delfim Martins, Nair Benedicto, Rogério Reis, Júlio Bernardes, Ricardo Chaves, Assis Hoffman, Rosa Gauditano, Emidio Luisi, Milton Guran, João Roberto Ripper, Sergio Zalis, entre outros, que se destacaram por prosseguir num caminho autoral, além daqueles inseridos nas publicações tradicionais, mas não menos autorais, como Pedro Martinelli, Cristiano Mascaro, Orlando Brito e Hélio Campos Mello. Há também relevantes anotações sobre a inserção da fotografia com a arte estabelecida e vice-versa, na aparição fundamental de trabalhos como os de Otto Stupakoff, Anna Bella Geiger, Antonio Saggese, Cássio Vasconcellos, Alex Flemming, Kenji Ota, Cris Bierrembach, Vilma Slomp, Gal Oppido, Claudio Feijó, Milton Montenegro, Penna Prearo, Eustáquio Neves, Flavya Mutran, Miguel Rio Branco e Vik Muniz, apenas para citar alguns. (…)’.*

Em 2004, Ângela e Nadja estiveram em Belém para o lançamento do livro e para uma palestra na Associação Fotoativa seguida de bate-papo sobre o panorama da Fotografia Brasileira em suas mais variadas regiões e vertentes.

*Juan Esteves é fotógrafo, crítico de fotografia e escreve para a revista Fotosite.

Devotos de Quem?

Posted in Uncategorized with tags on julho 6, 2008 by flavyamutran

Anjo, Còio de Nazaré, Belém/PA/Brasil, 2º Lugar na Categoria P&B para Profissionais, no XXIV International Photo Contest NIKON 92/93 em Tókio, no Japão. ©Flavya Mutran Anjo, Círio de Nazaré, Belém/PA/Brasil, 2º Lugar na Categoria P&B para Profissionais, no XXIV International Photo Contest NIKON 92/93 em Tókio, no Japão. ©Flavya Mutran

Casa de santo, da série \'Devotos de Quem\', ensaios fotográficos sobre religiosidade pelo Norte e Nordeste. Juazeiro do Norte/CE/Brasil 1996 ©Flavya Mutran

Casa de santo, da série ‘Devotos de Quem’, ensaios fotográficos sobre religiosidade pelo Norte e Nordeste. Juazeiro do Norte/CE/Brasil 1996 ©Flavya Mutran

‘André’, da série \'Devotos de Quem\', ensaios fotográficos sobre religiosidade pelo Norte e Nordeste. Belém/PA/Brasil 1990 ©Flavya Mutran ‘André’, da série ‘Devotos de Quem’, ensaios fotográficos sobre religiosidade pelo Norte e Nordeste. Belém/PA/Brasil 1990 ©Flavya Mutran

Devotos de Quem é uma daquelas séries que ficam na gaveta dos arquivos durante anos até você sentir que está concluída. São fotografias em negativo P&B de peregrinações em festas religiosas em cidades do Norte e Nordeste desde 1990. Talvez por se tratar de um material mais documental nunca foram reunidas em forma de mostra individual até agora. Aqui e ali, algumas imagens foram acumulando prêmios, menções honrosas em salões e concursos de fotografia pelo Brasil e pelo exterior, como por exemplo, o 2º Lugar na Categoria P&B para Profissionais, no XXIV International Photo Contest NIKON 92/93 em Tókio, no Japão, e uma menção especial do júri no Salão Internacional de Fotografia Abelardo Rodrigues Antes em Havana/Cuba em 1997. Da documentação feita de 1990 até 1996 surgiram a maior parte dos trabalhos da série Palimpsestos.

Festa de São Gonçalo, Da série \'Devotos de Quem\', ensaios fotográficos sobre religiosidade pelo Norte e Nordeste. Juazeiro do Norte/CE/Brasil 1996 ©Flavya Mutran

Festa de São Gonçalo, Da série ‘Devotos de Quem’, ensaios fotográficos sobre religiosidade pelo Norte e Nordeste. Juazeiro do Norte/CE/Brasil 1996 ©Flavya Mutran

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da série \'Devotos de Quem\', Juazeiro do Norte/CE/Brasil - 1996 ©Flavya Mutran 

Da série ‘Devotos de Quem’, ensaios fotográficos sobre religiosidade pelo Norte e Nordeste. Juazeiro do Norte/CE/Brasil 1996 ©Flavya Mutran

A imagem brasileira na França*

Posted in Uncategorized with tags on julho 3, 2008 by flavyamutran

Capa da revista Infos Brèsil, Photo extraite de la série Devotos de Quem, Juazeiro do Norte (Ceará), novembre 1996. Couverture d’Infos Brésil n° 161

Capa da revista Infos Brèsil, Photo extraite de la série Devotos de Quem, Juazeiro do Norte (Ceará), novembre 1996. Couverture d’Infos Brésil n° 161

 

Um singular panorama da fotografia brasileira e a busca de olhares diferenciados, nada habituais sobre o Brasil. Essas são algumas das propostas da revista Infos Brésil, publicação mensal francesa que, desde 1984, vem cumprindo importante papel de informação sobre cultura e atualidade brasileiras.

Há cinco anos, a revista passou a reservar um espaço privilegiado para a fotografia brasileira: todo mês, a capa apresenta uma foto de um novo autor. Na contra-capa, o devido crédito e uma nota biográfica sucinta sobre o fotógrafo e sua trajetória artística. “O projeto visa oferecer aos fotógrafos uma verdadeira vitrine”, explica Michel Riaudel, um dos responsáveis pelo projeto.

Maureen Bisilliat, Américo Mariano, Nair Benedicto, Miguel Chikaoka, Paulo Amorin, Celso Oliveira, Rui Faquini, Lúcia Villar Guanaes, Flavya Mutran, Carlos Freire e Octávio Cardoso estão entre os nomes que já participaram da revista. “Como não podemos remunerá-los pelos direitos de reprodução de obra, retribuímos com uma assinatura de um ano e com a garantia de que a foto não será usada para nenhum outro fim”, alega Riaudel.

A revista é mantida por uma associação sem fins lucrativos e existe graças ao trabalho voluntário de cada membro da equipe. Apesar da eterna luta, essa vitrine se estendeu sob a forma de um website, organizado em duas partes: um repertório de todos os fotógrafos que participaram da capa ou estão programados para terem esse destaque (com uma breve apresentação, endereços e eventuais contatos eletrônicos, acompanhados da foto que foi capa ou outra) e uma página especial, chamada Exposição do Mês, que apresenta mais especificamente o trabalho, com uma seleção de quatro a cinco fotos (que podem ser P&B ou cor, horizontal ou vertical).

Para participar da primeira fase de seleção, os interessados devem encaminhar no mínimo três fotos via internet ou no endereço abaixo. O espaço previsto na capa é para imagens retangulares, de leitura horizontal. Originais coloridos (cópias ou slides) podem ser enviados, sabendo-se que o resultado final é uma impressão off-set bicromática de tom parecido com o sépia.

As fotos são devolvidas ao remetente depois de retornarem da gráfica. Em geral, a publicação evita fotografias de leitura explícita ou muito circunstancial. Prefere-se um equilíbrio entre referência concreta ao Brasil e certa abstração. “O que vale é a surpresa e a poesia”, conclui Riaudel.

* Michel Riaudel