Sequestros

Capa do livro ‘SEQUESTROS’, de Orlando Maneschy, que trata da imagem na arte contemporânea paraense. Publicado pela EDUFPA em2007. Belém/PA/Brasil

‘FLAVYA MUTRAN irá utilizar a fotografia para falar de memória e fragilidade. Suas imagens trazem personagens assombrados, retirados de negativos de sua família, fungados depois de uma enchente. Os slides da infância se deformam em meio à reação química, rostos desaparecem, cenas ficam borradas como em recordações que já não conseguimos recompor.

A manipulação da imagem e a intervenção direta sobre o negativo vêm sendo empregada pela fotógrafa desde o início de sua carreira, quando passa a desenhar sobre o filme, destacando contornos e até mesmo inserindo frases em paredes de interiores fotografados, agregando a palavra á imagem. Em outras obras, fragmentos de seu próprio corpo figuram entre arranhões grafados no negativo, se revelam e ocultam no movimento deslizante de um líquido vermelho que está encapsulado em frente à fotografia, num objeto que propõe uma instabilidade do corpo, e em última instância, da própria imagem.’ (MANESCHY, 2007 P.45)

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