Salão Diário

Três fotografias da série ‘There’s no place like 127.0.0.1’ foram selecionadas para o I Prêmio Diário de Fotografia Contemporânea, em Belém/PA.  O salão é um projeto nacional promovido pelo jornal “Diário do Pará – Rede Brasil Amazônia de Comunicação” e que abrange a fotografia em toda sua diversidade. Tendo como tema de estréia “Brasil Brasis”, o objetivo do projeto é oferecer ao artista uma ampla abordagem sobre este universo temático, já que tanto a arte como a identidade na história contemporânea se constroem como campos culturais híbridos. Abaixo, o conjunto das imagens. ©Flavya Mutran

As imagens que foram selecionadas para a Mostra fazem parte da pesquisa de Mestrado iniciada em 2009 e desenvolvida no IA/UFRGS, em Porto Alegre/RS. Partindo-se do conceito de Rostidade[1] (Visagéité) de Gilles Deleuze e Félix Guattari – tendo o rosto como paisagem-mapa que inaugura uma nova fronteira para territórios de subjetivações e significações -, constrói-se uma série de fotografias com fragmentos de autorretratos apropriados de fotoblogs, que são manipulados digitalmente e em seguida projetados em superfícies de espelhos, transparências e impressos. A presença ou ausência do ‘muro-branco, buraco-negro do rosto’ sugerido pelos autores franceses inspira a série ‘There’s no place like 127.0.0.1’[2], pois mais do que inventar uma maneira de materializar as imagens nômades que circulam pela web, simula visitas a lugares virtuais, traçando paralelos entre os conceitos de identidade e a noção de território que se estabelece entre o meio físico e digital. Mais informações aqui: http://www.diariodopara.com.br/noticiafullv2.php?idnot=81901


[1] Em suas articulações teóricas, Deleuze e Guattari formularam a complexa idéia de uma máquina abstrata de rostidade que seria responsável pelo processo de produção social, política e ideológica que constitui um rosto. Funcionando como uma espécie de biopoder introjetado em diferentes camadas sociais, esse mecanismo mental teria iniciado seu trabalho ao longo da história e nos dias de hoje seria responsável pela tessitura das redes de conexões na sociedade. DELEUZE, Gilles &. GUATTARI, Félix. Mil platôs: capitalismo e esquizofrenia, Vol.4. Rio de Janeiro: Ed.34, 1996.

[2] Os números ‘127.0.0.1’ representam o número IP (Internet Protocol), ou o endereço padrão de um computador. É o que define o localhost de qualquer máquina conectada a uma rede. Em outras palavras, a frase ‘There’s no place like 127.0.0.1’, muito popular entre os geeks, significa o mesmo que dizer ‘não existe lugar como meu computador’, meu localhost. Não existe lugar como o meu lar!

Abaixo, foto do vernissage do Prêmio Diário de Fotografia Contemporânea, com detalhe da montagem da série ‘There’s no place like…’ ©Flavya Mutran, cedida por Vânia Leal.

Para ver o catálogo da exposição, clique no link abaixo:

http://issuu.com/flavyamutran/docs/catalogopremio2010

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