ARTE DIGITAL em nova coletiva

As fronteiras da arte contemporânea abarcam, hoje, um universo de possibilidades desvelado pela tecnologia e seus constantes avanços. Nossa dinâmica de plataformas digitais e consumo desenfreado de imagens passaram a denotar estruturas de sentimentos diversos, as quais os espaços expositivos, museológicos e eventos em torno da arte se propuseram a assimilar. As novas poéticas, advindas por essa matriz de reinvenções culturais, ganharam um destaque ao relatar novos paradigmas do homem contemporâneo. Nesse contexto, a exposição Panorama da Arte Digital no Pará, com obras dos artistas paraenses Alberto Bitar, Bruno Cantuária, Carla Evanovitch, Cláudia Leão, Flavya Mutran, Jorane Castro, Keyla Sobral, Luciana Magno, Melissa Barbery, Orlando Maneschy, Ricardo Macêdo, Roberta Carvalho, Val Sampaio e Victor De La Roque.se torna uma oportunidade única de conhecer, em um único espaço, os novos caminhos artísticos do Pará, na confluência entre arte e tecnologia.

Acima, imagens da série “silver variation II”, de Flavya Mutran, da série BIOSHOT – Impressão digital em vinil metalizado a partir de matriz em água forte –  (acervo da Kamara-Kó Galeria), expostas na mostra.

Abaixo, texto dos curadores da Mostra:

É conhecido que os processos globalizadores acentuam a interculturalidade. A multiplicação de dispositivos tecnológicos (sejam hardwares ou softwares), elementos destacáveis nessa dinâmica de encontros e confrontos, acelerou nosso consumo de imagens, fez-nos adquirir uma vida firmada nas fronteiras do presente.

O Panorama da Arte Digital no Pará, uma rota para a confluência dessas metamorfoses cotidianas, visa se estabelecer como indício das negociações locais com as dimensões nacional e global; é um evento que agrega artistas e poéticas conscientes da volatilidade estética e relacional com a qual vivemos.

Cada um dos nomes aqui apresentados, importantes nessa construção de fragmentos discursivos, é um sujeito de contato com o nosso perder-se e achar-se nos dilemas comuns de nossa(s) sociedade(s) liquefeita(s). É juntamente com eles que tempo e espaço podem ser problematizados em uma nova ordem de experiência, assim como indivíduos e personas são pensados a partir do deliberadamente contraditório.

A arte digital hoje possibilita o mais instigante questionamento de nossos medos privados em lugares públicos. Bem vindos ao mundo onde podemos ser quem e o quê desejamos ser. To be or not to be?, uma dúvida acerca de um estar ou não estar, já não precisa mais tornar-se um problema, pois nos é possível transitar pelo caminho do meio.

John Fletcher

Ramiro Quaresma

Curadores

SERVIÇO

A mostra acontece no Espaço Cultural Banco da Amazônia, de 11 de maio a 25 de junho de 2012, com visitação de segunda  a sexta das 9h as 17h (Belém/PA).

Uma realização do site Xumucuís, com apoio da Sol Informática e patrocínio do Banco da Amazônia e Governo Federal.

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