BIOSHOT na mostra CROMOMUSEU, no MARGS.

A exposição Cromomuseu: Pós-Pictorialismo no Contexto Museológico, aconteceu de 06 de dezembro de 2012 a 31 de março de 2013, em Porto Alegre/RS, ocupando todas as oito galerias do Museu de Arte do Rio Grande do Sul. A exposição mostrou a produção artística de diferentes linguagens, abrangendo um período que vai desde meados do século XIX até a contemporaneidade, no total de 223 obras de 147 artistas brasileiros e estrangeiros do acervo do MARGS. A curadoria da exposição ficou à cargo do diretor do MARGS, Gaudêncio Fidelis. A exposição exibiu obras do acervo do MARGS que ainda não foram mostradas, assim como obras canônicas da coleção, conhecidas do grande público. Abaixo, segue parte do release distribuído à imprensa.

“Uma organização curatorial Cromolabiríntica

Da mesma forma que as exposições anteriores do MARGS, Cromomuseu adotou um modelo não-cronológico de organização curatorial, desta vez chamado de cromolabiríntico, onde o visitante pôde percorrer o trajeto das obras de forma não-linear, possibilitando assim a construção de suas próprias vias interpretativas ao estabelecer novas relações históricas e artísticas entre as obras. O “trajeto” é mediado desta vez a partir da cor. No modelo cromolabiríntico, a cada momento que o visitante vislumbra uma obra na exposição a cor é problematizada introduzindo um movimento visual e uma contaminação do olhar pela cor, em um movimento que podemos chamar de cromoprobabilidade.

A estratégia curatorial fez um recuo temporário em direção à contaminação das paredes do museu pelo excesso da cor, proclamando temporariamente o fim do chamado cubo branco para produzir uma reflexão crítica sobre os modos produtivos de exibição museológica. Cromomuseu foi uma exposição sobre os modos de exposição, e não uma estratégia recorrente de transfiguração colorística do espaço de exposições que pretende promover qualquer espécie de produtividade decorativa no espaço de exposições. Uma abordagem consciente de que o papel da cor no design de exposições deve ser o de propiciar legibilidade para as obras ou, de outro modo, uma visão crítica do aparato das exposições.

A organização curatorial da exposição foi realizada na forma de justaposições e paralelos entre obras de períodos, escolas e gêneros diferenciados, onde uma obra encontra-se sempre ligada à outra e/ou conjunto de obras. No estabelecimento destas relações foram enfatizadas questões conceituais, estéticas, históricas, técnicas e ainda outras abordagens como gênero, classe e abordagens para potencializar e expandir o significado de cada uma das obras presentes. Dando continuidade ao programa de exposições do MARGS instituído na gestão de Gaudêncio Fidelis, foi igualmente uma exposição concentrada em obras e não com ênfase em individualidades, salientando a importância de cada uma delas em um campo institucional de produção de conhecimento da produção artística que o museu quer privilegiar.” (divulgação)

foto22

Acima, detalhe das obras de Flavya Mutran da série BIOSHOT (2009-2010, Porto Alegre/RS) expostas em uma das salas negras, do setro CROMONOMIA: A ausência.

Para o curador da Mostra, Gaudência Fidelis, “A restrição à cor representa uma perda material; porém, para a experiência estética, ela significa um acréscimo de grande significado. Obras monocromáticas significaram uma radicalização do espaço pictórico desde o seu advento no início dos anos de 1950. Para esse segmento, foram escolhidas predominantemente obras monocromáticas nas cores preto e branco, que constituem o estágio mais radical da experiência monocromática na obra de arte. A economia política do monocromo presumia a supressão da variedade colorística com o objetivo de obter um ganho de impacto pela concentração máxima da intensidade da cor. Contudo, essas não são obras monocromáticas puras, mas híbridas, já que a arte brasileira raramente produziu obras monocromáticas radicais, mas quase sempre com a contaminação de outra cor, mesmo que algumas vezes esta fosse praticamente imperceptível. Cromonomia introduz uma série de questões relativas a uma economia do monocromo e à sua emblemática existência no campo da arte.”

cromomuseu

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