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Nascida em Marabá em 1968, Flavya Mutran iniciou na fotografia em 1989, e desde então desenvolve ensaios com suportes não convencionais em poéticas bidimensionais. É doutora e Mestre em Artes Visuais pela UFRGS (Porto Alegre/RS) e graduada em Arquitetura e Urbanismo, com especialização em Semiótica e Artes Visuais pela UFPA (Belém/PA). Já participou de exposições coletivas, salões de arte, concursos nacionais e internacionais de fotografia, tendo recebido premiações VIII, X, XIV, XV, XVI e XX E XXI Salões Arte Pará (89, 91, 95, 96, 97, 2001 e 2002), o 2º. Lugar na Categoria P&B para Profissionais, no “XXIV International Photo Contest NIKON 92/93” em Tókio, no Japão; e Menção Especial do júri no Salão Internacional de Fotografia “Abelardo Rodrigues Antes" em Havana/Cuba (97). Em 2003 passou a ter suas obras na Coleção MASP/Pirelli do Museu de Arte de São Paulo e atualmente desenvolve a pesquisa “Belém Especular, denotações e conotações nas memórias fotográficas de uma cidade imaginária”, no curso de especialização em Semiótica e Artes Visuais na Pós-Graduação do Núcleo de Artes da UFPA. Em 2004 realizou o vídeo “Pretérito Imperfeito” através do Programa de Bolsas de Pesquisa em Artes do Instituto de Artes do Pará – IAP. Ministra Oficinas de Fotografia e Imagem desde 1991 e desenvolve ensaios e pesquisas com processos artesanais em laboratório P&B, através de interferências manuais em negativos e viragens parciais em papel fotográfico, o que resultou na sua primeira individual intitulada “Palimpsestos” (abril de 1996), que já itinerou por várias capitais brasileiras. Foi docente nos Cursos de Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo, Publicidade e Propaganda e Design Gráfico, nas disciplinas Introdução à Fotografia, Fotojornalismo I e II e Fotografia Publicitária na FAP e FEAPA, ambas em Belém do Pará, até 2008. Em 2011 concluiu Mestrado em Artes Visuais no Instituto de Artes da UFRGS, em Porto Alegre, com pesquisa de imagens de coleções virtuais na web, intitulada Pretérito Imperfeito de Territórios Móveis, e em 2010 a pesquisa foi premiada com o XI Premio Funarte Marc Ferrez de Fotografia, na categoria Pesquisa, Experimentação e Criação em Linguagem Fotográfica. Entre 2017 e 2018 foi professora substituta no Departamento de Design e Expressão Gráfica da Faculdade de Arquitetura da UFRGS. E atualmente é professora adjunta no Instituto de Artes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre/RS, onde reside desde 2009.

DEFESA DE TESE

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Foi lindo! Cercada de amigos queridos e honrada com uma banca maravilhosa de pesquisadores e artistas que eu respeito e admiro muito.

Grata à Maristela Salvatori por ter me acompanhado nessas e em outras travessias. Abaixo, a transcrição da minha página de agradecimentos:

Esta pesquisa não teria sido possível sem a colaboração decisiva de pessoas e instituições que se fizeram presentes em momentos chaves, do início ao fim. 

“Ao Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais do Instituto de Artes da UFRGS, meu agradecimento maior. Na memória ficarão as melhores lembranças do convívio com professores, funcionários e colegas. Foi graças a esse ambiente de ideias e trabalhos em grupo que saio com a certeza redobrada da importância de universidades públicas e gratuitas. Nesse momento de incertezas sobre o futuro democrático do país, os campos da Arte e da Ciência se confirmam como espaços de resistência e luta pela manutenção do direito ao conhecimento e à liberdade de expressão. 

Agradeço o apoio da CAPES, através do auxilio de Bolsa, que junto à COMPÓS-PPGAVI, deu condições à elaboração deste trabalho, viabilizando participações em congressos, seminários e publicações ligadas à pesquisa, dando maior visibilidade à mesma. Ao programa PDSE-CAPES, agradeço pela oportunidade do estágio no Centro de Investigação e Estudos em Belas-Artes da Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa (Portugal). 

À Maristela Salvatori, minha querida orientadora no mestrado e doutorado, agradeço a confiança e incentivos que tornaram essa longa jornada de pesquisas uma trajetória leve e inesquecível. Agradeço à Maria Amélia Bulhões, Elaine Tedesco e Marcelo Gobatto, pelas sugestões preciosas no momento da banca de qualificação, e à Paula Almozara, por aceitar se juntar aos demais e compor a banca de avaliação desta pesquisa. Meu respeito e admiração pela trajetória de cada um de vocês só aumenta minha responsabilidade com este trabalho. 

Agradecimentos especiais à Claudia Paim pela valiosíssima experiência da miniresidência no Espaço N, com o apoio da Oficina de Vídeo do curso de Artes Visuais da FURG. À Celia Pereira e Beatriz Rodrigues (Rio Grande Photofluxo – Rio Grande/RS); Irene Almeida e Camila Fialho (Associação Fotoativa – Belém/PA), Orivaldo Rodrigues (Espaço Cultural Banco da Amazônia – Belém/PA), Marcus Mello (Coordenação de Cinema, Vídeo e Fotografia da Secretaria da Cultura de Porto Alegre/RS) e Prof. Dr. João Paulo Queiroz (CIEBA-FBAUL – Lisboa/PT). 

À Viviane Gueller, irmã eleita, agradeço pelas leituras, sugestões e afeto, mas principalmente por partilhar os mesmos anseios e alegrias do fazer artístico. Aos queridos Alberto Bitar e Makikó Akao (Kamara-kó Galeria), obrigada pela presença ininterrupta e calorosa, apesar da distância. À Roseli Nery, pelas conversas que atravessaram oceanos; Alexandre Santos, pelo carinho e generosidade na troca de ideias; À Angela Venturela, pelo convívio no atelier de Gravura do IA; à Fernando Schmitt, pela façanha de transformar um “grupo de estudos” em sinônimo de alegria, embora Edy Kolts, Fabio Del Re, Julio Apple, Cristiano Sant’Anna, Daniel Sasso e Joselito Kuhn tenham muito a ver com isso também. À Tatiana Rayol; Camila Schenkel; Edilson Motta e Marcelo Novaes; Armando Queiroz; Vânia Leal; Orlando Maneschy; Fatinha Silva; Carlos Guerreiro; Elza Lima; Teresa Siza e Walda Marques. Todos os citados confirmam a tese de que fotografias e palavras não são capazes de traduzir o que só a alma consegue reter. 

Dedico este trabalho aos meus pais, Valmyr e Maria Tereza, por serem presentes e amorosos em todos os momentos da minha vida. Ao Lauro, meu companheiro, obrigada por ter me trazido até aqui e por continuar sendo, cada dia mais, meu único e amado porto alegre.

Flavya Mutran (outubro de 2016)”

Rio Grande Photo Fluxo (2015)

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Relato sobre a série DELETE.use no Festival Rio Grande Photofluxo, na última sexta-feira, 13.11.15, em Rio Grande/RS.

Para assistir o video com o resultado parcial da oficina fotoLAB_experiência clique no link abaixo:

Obrigada à todos que compareceram e contribuíram com ideias e novos questionamentos sobre o inigualável hábito de fotografar, salvar e compartilhar fotografias.

FACTORS 2.0

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A segunda edição do Festival de Arte – Ciência-Tecnologia intitulado FACTORS 2.0 acontecerá em Santa Maria/RS de 02 a 26 de setembro de 2015. O evento integra o 10º Simpósio de Arte Contemporânea, realizado pelo Labart e promovido pelo PPGART, com o apoio da UFSM e MASM.

Nesta edição o festival conta com obras dos artistas: ANDREI THOMAZ, BRUNA DIAS, CARLOS DONADUZZI, FERNANDO CODEVILLA, FLAVYA MUTRAN, GABRIEL MASCARO, GILBERTTO PRADO, JACK HOLMER, JOANA BURD, LABINTER, MATHEUS MORENO, SUZETE VENTURELLI, YARA GUASQUE. A Curadoria da mostra é de Débora Aita Gasparetto, Nara Cristina Santos e Andrea Capssa, com Expografia de Valéria Boelter. O espaço expositivo do MASM também recebe a segunda edição da +MOSTRA ONLINE, que contempla os artistas: Anelise Witt; Edgar Franco e Bruno Mendonça, e Lucas Junqueira.

A +MOSTRA ONLINE tem curadoria de Andrea Capssa, Débora Aita Gasparetto e Giovanna Casimiro. Você está convidado para a abertura do FACTORS 2.0, dia 02 de setembro, às 19h, no MASM (Museu de Arte de Santa Maria).

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Imagens das séries EGOSHOT e BIOSHOT estarão em exibição durante o festival. Abaixo, segue o texto curatorial:

“O FACTORS 2.0 – Festival de Arte-Ciência-Tecnologia integra o 10º Simpósio de Arte Contemporânea idealizado pelo LABART e promovido pelo PPGART, com o apoio da UFSM. Nessa edição o festival acontece estruturado como um labirinto, pensado como metáfora da cultura atual “hiperlinkada”, e pode ser percorrido como uma rede. Esse labirinto é compreendido pelo público que frequenta o MASM em três momentos – o ser, o espaço-tempo, o maquínico – que fazem referência a alguns dos modos de conexão entre arte-ciência-tecnologia, para promover novas reflexões críticas e sensíveis. No primeiro momento imperam o vídeo, a fotografia e a escultura, linguagens reconhecidas no campo da arte, porém com um olhar que evidencia contaminações. São obras que repensam os modos de existência, as questões de identidade e memória, assim como o ato de viver em sociedade. Gabriel Mascaro se aproxima da linguagem dos documentários de rua, que registram em tempo real movimentos sociais e ocupações de espaços públicos, mas subvertendo-os, a partir de um viés político da imagem. O trabalho de Gabriel está pautado nas gravações de vídeo supostamente feitas pelos policiais durante as manifestações que tomaram conta do país em 2013, visando identificar os manifestantes, não pelos seus rostos cobertos ou roupas trocadas durante os enfrentamentos com a polícia, mas sim pelos seus sapatos. Não é sobre sapatos (2014) fala-nos das identidades veladas e do anonimato em tempos de manifestações.

Flavya Mutran também está interessada nas identidades anônimas e seu contraponto é justamente a autoexibição na web por meio de selfies. A partir de vídeos de autorretratos de internautas, a série de fotografias EGOSHOT (2011), revela um diário pessoal da atualidade, que nunca está completo, assim como o apagamento que compõe o trabalho. As identidades dessas fotos aparecem apenas quando o interator posiciona seu mobile com o leitor de QR Codes que as revela. Na mesma proposta, BIOSHOT (2015) é um vídeo produzido a partir de fotos recombinadas em um aplicativo gratuito (http://www.yearbookyourself.com/). Autorretratos ficcionais são reorganizados produzindo identidades mutantes, em que raça, sexo, tipo físico e códigos visuais de épocas distintas estão em fluxo, o que demonstra os trânsitos sociais.

As máquinas vieram para ajudar o homem a ter mais tempo livre, porém, em contrapartida, elas tornaram-se uma verdadeira extensão da humanidade, ocupando grande parte do nosso tempo. Em Sem fim (2015), Carlos Donaduzzi investiga a fotografia em movimento, aqui as cenas cotidianas estáticas apresentam um movimento quase imperceptível e interminável, no intuito de “desacelerar o tempo pela repetição”. A obra resgata no público o fato de não sentir o tempo passar, convidando-o a se perder nos pequenos detalhes da vida.

As possibilidades abertas pelas videoinstalações e esculturas eletrônicas são o foco de Joana Burd, com uma entonação política. Em Para onde vão as bolhas (2014) o público é convidado a inserir-se na obra, a partir de uma extensão quase real do vídeo. De modo lúdico, as bolhas ideológicas sopradas pela artista no vídeo, extrapolam o limite da tela e invadem o espaço expositivo. Essa estética da gambiarra, um viés crítico da arte digital pelo uso de Low-Tech, também aparece em Quatro Ilhas (2013). Nessa escultura eletrônica, Joana ressignifica 12 teclados de computador, utilizando elementos invisíveis ao usuário. Ao reprogramar esses microprocessadores em um mapa interconectado, ela propõe uma cartografia, cuja “territorialidade imaginária” reconecta o social, ultrapassando as hegemonias e fronteiras criadas pelo digital. Esse circuito iluminado é controlado por Arduíno, que mantém quatro ilhas isoladas em constante conexão, subvertendo a usabilidade inicial dos teclados. 

Yara Guasque, na videoinstalação Jardim Colaborativo de Fritz Müller (2015), está interessada na natureza, na botânica e na (re)apropriação dos jardins públicos e dos parques. A partir de um estudo das cartas trocadas entre Fritz Müller e Charles Darwin sobre os espécimenes da Mata Atlântida no século XIX, a artista trabalha imagens de fontes distintas, vídeo e google-imagens, propondo uma rede colaborativa que reconfigura o jardim no próprio espaço expositivo da arte. As coleções de Yara Guasque podem ser acessadas por meio da leitura dos QR Codes das plantas do herbário do Royal Botanic Garden em Kew. Compõe o segundo momento, artistas interessados na relação homem-sistema, orgânico-inorgânico, com ênfase nas relações de espaço-tempo. Esse é um ato de transição entre o mundo físico e o virtual, onde ainda conseguimos perceber nossas influências no estímulo-resposta, algo que contribui para pensar a sustentabilidade da vida na terra. Andrei Thomaz, em Matryoshkas (2015), traz em uma proposta lúdica a questão da sustentabilidade convidando o público a ocupar o lugar de quem trabalha com a triagem de resíduos recicláveis. Nesse jogo, diferentes embalagens e materiais aparecem pela metade, como bonecas russas que precisam se encaixar. Quando surgir um material que exige um descarte especial, o interator rapidamente deve livrar-se dele. O jogo indica que precisamos apreender a lidar com o excesso de resíduos que produzimos diariamente, com consciência crítica.

O equilíbrio é um dos agentes da conexão social, seja ecológico, seja aquele obtido pelo respeito entre humanos e “não-humanos”. No gamearte Santa Maria Invaders (2015), obra que faz parte do projeto Invaders1, Suzete Venturelli convida o jogador a controlar os preconceitos. A obra, que trata da diversidade, consiste em eliminar os símbolos do preconceito, ao lançar flores contra eles em defesa própria. De um modo sutil e poético a artista trabalha o ativismo por meio da arte e tecnologia digital interativa.

Na videoinstalação interativa EntreMeios (2014), o Labinter (Andreia Machado Oliveira, Marcos Cichelero, Matheus Moreno, Fabio Gomes e Evaristo Nascimento) propõe a sobreposição de espacialidades e temporalidades nas imagens. O habitar e o mover-se estão em questão neste trabalho, gerando camadas de imagens que simulam passado, presente e futuro. Esse futuro imaginado pelo grupo só existe em potencial, pois aguarda o público para atualizá-lo com sua presença.

Como em um sonho, mover-se pelos ambientes virtuais explorando o espaço, o tempo, as paisagens e os caminhos cruzados é a proposta de Gilbertto Prado. Em Desertesejo (2000-2014), projeto artístico desenvolvido no Programa Rumos, Novas Mídias, do Itaú Cultural/São Paulo, ele propõe um ambiente virtual interativo multiusuário para Web que conta com três mundos, os quais você pode percorrer como uma onça, uma cobra ou uma águia. Fragmentos de sonhos e lembranças compõem os três ambientes e a passagem por eles ocorre através de portais.

Para Bruna Dias, o espaço virtual e o erro podem ser um jogo. Em Espaço 2 (2014), a artista convida o público a percorrer um labirinto virtual em 3D, cuja estética é pautada na glitch art. Será que há um mundo novo a ser descoberto? Como podemos trabalhar a partir das ruínas? É possível percorrer esse espaço fragmentado? Você se propõe jogar? Essas são algumas questões, que a obra coloca. Não dá mais para apenas observar, é preciso interatuar. É preciso interatuar, explorar a desconstrução destes mundos.

Matheus Moreno também estuda o espaço em Transcave (2015) ele questiona os mundos físico e virtual, o orgânico e o inorgânico. Por meio do software Mandelbulb3d, o artista capta o que é orgânico e os dados geram composições tridimensionais, as quais são projetadas a partir do movimento do corpo do interator. Aqui a presença do público frente a obra anima as geometrias fractais no ambiente virtual.

O terceiro momento do FACTORS 2.0 representa um futuro que já estamos vivenciando, aquele em que a máquina é cada vez mais autônoma e adquire níveis de inteligência mais elaborados, por meio da arte generativa. A interação humano-computador é apenas um dos indícios que alteram a obra, pois o sistema computacional assume um diálogo entre seus próprios componentes, que pode gerar situações imprevisíveis a partir de amplas possibilidades interativas.

Fernando Codevilla tem como foco a sinestesia, uma perturbação neurológica que associa o som às informações visuais. Sonografia (2014) transforma os ruídos do público no espaço expositivo em dados, que são mapeados pelo artista e alteram a projeção com imagens abstratas. O comportamento dinâmico das informações visuais depende da presença e da interferência humana no espaço.

A software art Planetária (2013), de Jack Holmer, está baseada na natureza, na genética e nos modos de reprodução das planárias. Mas, nesse ambiente virtual esses vermes, que aparecem na natureza, alimentam-se e desenvolvem-se autonomamente a partir do seu click no mouse.  É possível acompanhar o processo evolutivo da obra, por meio das diferentes telas expostas. Realizada com linguagem computacional de código livre, demonstra a segunda interatividade, ou seja, aquela em que a máquina dialoga com o público, mas também com o próprio sistema computacional.

Enfim, estes labirintos contaminados pela ciência, tecnologia e mídias digitais, propõem um olhar expandido da arte, considerando sua inserção em outros sistemas estéticos, sociais e computacionais.”

 Andrea Capssa, Débora Aita Gasparetto e Nara Cristina Santos. (Curadoras)

Para assistir o video clique no link abaixo: 

 

PROJEÇÕES DO FEMININO

PROJECÕES DO FEMININO, é um projeto de intervenções artísticas da artista visual paraense Roberta Carvalho que reuniu mulheres artistas da região Norte do Brasil por meio da técnica de projeção mapeada. As projeções aconteceram em 3 (três) cidades em 2013: Belém (PA), Rio Branco (AC) e Macapá (AP), subsidiadas com recursos do Prêmio Funarte Mulheres nas Artes Visuais 2013. A proposição de Roberta era reunir artistas contemporâneas, mulheres, todas atuantes na Amazônia e fora dela, que trabalhassem em diversas técnicas – fotografias, desenhos, pinturas e gravuras -, tendo suas obras deslocadas para espaços públicos por meio de projeções mapeadas produzidas por ela. Para a artista, esta forma de compartilhamento  “possibilitou novas maneiras de percepção, criando relações outras com a cidade e com a obra destas artista”.

A partir desse “diálogo midiático, onde arte e tecnologia se aliam para encher de imagem, luz e significados estes locais, atinge-se tanto um público previamente informado bem como aquele transeunte, que sem aviso, é surpreendido por uma obra de arte projetada, mapeada na arquitetura de sua cidade“, afirma Roberta em textos da Homepage do Projeto.

O vídeo com trechos das projeções e depoimentos dos artistas e do público, pode ser visto no link abaixo.

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Assista o video com as projeções no link abaixo:

 

Mais informações na Homepage do projeto: http://projecoesdofeminino.hotglue.me

ORIGANDA, dobraduras e palavras-imagens remetem ao rhinos histórico

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ORIGANDA é meu trabalho na mostra coletiva RHINOS ARE COMING, e foi pensado como um origami para fazer um contraponto sobre a relação palavra x imagem que envolve alguns aspectos da criação da famosa gravura que Albrecht Dürer fez sem nunca ter visto um rinoceronte em vida, no século XVI.

As quatro peças que compõem a série ORIGANDA juntam a rigidez e transparência do papel vegetal, com a delicadeza e precisão dos origamis, que são estampados com os nomes das cidades e personagens que protagonizaram direta ou indiretamente a trajetória intercontinental de Ganda, da Índia à Europa. Sem definição cronológica nem identificação dos narradores, os escritos em português mais parecem fragmentos sussurrados, resquícios de cartas de alguma posta restante ou fragmentos do diário de bordo da Nau desaparecida nas difíceis travessias diplomáticas da época dos descobrimentos. As palavras são como peças soltas de um quebra-cabeças.

Se as sutilezas de esboços e cartas serviram à imaginação de artistas como Dürer numa era pré-fotográfica, as instruções e diagramas dos origamis provocam exercícios à memória, elogios à matemática, à geometria e ao raciocinio lógico. A abstração aqui torna-se o atributo principal do campo das invisibilidades e da livre imaginação. As dobraduras remetem à portabilidade dos mapas, das cartas dos viajantes ao desconhecido, aos segredos e acordos diplomáticos oficializados em trâmites burocráticos, mas as memórias afetivas e até mesmo as brincadeiras infantis também são bem-vindas.

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AUTOR: Flavya Mutran
DATA: Maio de 2014
TÍTULO: ORIGANDA
TÉCNICA: Origami de rinoceronte em papel vegetal 90 g com impressão digital e base de feltro.
DIMENSÕES: 43 x 25 cm
LOCAL: Porto Alegre/RS/Brasil

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Origanda, na exposição “Os rinocerontes estão chegando”, no Centro Cultural Érico Veríssimo em Porto Alegre (Brasil). Abaixo, outro múltiplo de Origanda (1/5) em exibição na galeria da Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa, em Portugal.14 de novembro de 2014.

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Versão em PDF da publicação na íntegra acesse:

https://docs.google.com/file/d/0B7cSz9PPzh2YeDJqeENwQjdPaTA/edit

RHINOS ARE COMING – Exposições e Conferências Internacionais

A Exposição e Ciclo de Conferências Internacionais “Rhinos are Coming” (Os rinocerontes estão chegando) abre simultaneamente nesta próxima Terça-feira, 04 de Novembro de 2014, em Porto Alegre (Brasil), Lisboa (Portugal), Cidade do cabo (África do Sul) e Lodz (Polônia).

No século XVI alguns animais exóticos foram “inocentes protagonistas de jogos de poder mundiais”. Nesse contexto, no ano de 1515 aportou em Lisboa, como um presente diplomático, o primeiro rinoceronte a pisar em solo europeu (Ganda), que naquele mesmo ano foi eternizado em gravura de Albrecht Dürer, constituindo-se como uma das imagens mais marcantes da história da reprodutibilidade.

Antecipando as comemorações dos 500 anos de Ganda de Dürer, este projeto apresenta uma abordagem criativa do tema em gravuras e instalações gráficas de artistas vinculados a instituições de ensino de artes da África do Sul, Brasil, Portugal e Polônia.

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Organização geral
José Quaresma – Universidade de Lisboa

Curadoria no Brasil
Maristela Salvatori – Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Abertura em Porto Alegre:
NESTA terça-feira, 4 de novembro de 2014, 19h
Sala O Arquipélago, no Centro Cultural CEEE Erico Verissimo
Rua dos Andradas, 1223, centro Histórico – Porto Alegre – RS
Entrada Gratuita – Visitação até 28 de novembro
Aberto de terça a sexta-feira, das 10 às 19h; Sábados, 11 às 18h
Agendamento de visitas: http://www.cccev.com.br/index.php/visitas-guiadas

Saiba Mais:
http://www.cccev.com.br/index.php/programacao-detalhe/116/exposicao-os-rinocerontes-estao-chegandoconvite

I.M.A.G.É.T.I.C.A

A Kamara Kó Galeria de fotografia, com apoio da Secretaria de Estado de Cultura (Secult) e Secretaria de Estado de Promoção Social, promoveu em 12 de março do corrente, a Mostra e o lançamento do catálogo “Imagética”, que reuniu obras de artistas agenciados, pertencentes ao acervo da instituição. A coleção é marcada por diferentes proposições estéticas da linguagem, além de apresentar técnicas também distintas.

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Para Makiko Akao, coordenadora da galleria, o catálogo é um instrumento de divulgação da produção contemporânea e tem a finalidade específica de server como “um portfólio, não uma publicação de livro de arte”. A exposição e a publicação têm curadoria de Marisa Mokarzel e contou com obras de Alberto Bitar, Alexandre Sequeira, Anita Lima, Armando Queiroz, Bob Menezes, Cláudia Leão, Danielle Fonseca, Flavya Mutran, Guy Veloso, Ionaldo Rodrigues, Keyla Sobral, Mariano Klautau Filho, Miguel Chikaoka, Octavio Cardoso, Pedro Cunha, Roberta Carvalho e Walda Marques.

Pensada para a Feira de Fotografia SP-ARTEfoto, realizada em agosto de 2013, em São Paulo/SP, a exposição teve como proposta a diversidade entre os fotógrafos, que para Mokarzel, são artistas que têm carreiras consistentes, e densidade em suas proposições.

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Mais informações:  kamarakogaleria@gmail.com ou (91) 3261-4809 / (91) 3261-4240 / (91) 8117-9730 / (91) 8175-1073 – Belém/PA/Brasil

Fonte: http://kamarakogaleria.com/site/?exposicoes=kamara-ko-galeria-promove-exposicao-e-lancamento-do-catalogo-imagetica

Banhistas na exposição O TEMPO É MINHA CASA

O projeto SIMULTANEIDADE aconteceu em Porto Alegre em 2013, e a curadora Ana Albani Carvalho selecionou um conjunto de obras para uma intervenção no espaço da Vila Flores, intitulada O TEMPO É MINHA CASA., com participação de Flavya Mutran, Rochele Zandavalli, tadeu Vilane e Sandro Ka. A foto “banhistas’ que integra meu portfólio de trabalhos na Genuína Obra, foi selecionada pela curadora do projeto como uma instalação temporária no espaço da Vila Flores.

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Acima, Flavya Mutran (esq), Michelle Sommer e Ana Albani. Porto Alegre/RS – 2013.

Obras inéditas e séries premiadas incluídas no portfolio da galeria GENUINAOBRA, de Porto Alegre

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Trabalhos da premiada série THERE’S NO PLACE LIKE 127.0.0.1 e outros ensaios inéditos são incluídos no portfólio digital da galeria gaúcha GENUINAOBRA , de Viviane Possa e Nonô Joris. Acesse o portfólio da galeria aqui: http://genuinaobra.com.br/

Artistas como Marcos Sari, Claudia Barbisan, Val Schneider, Gisela Martins Waetge, Flavya Mutran, Augusto Lima, Sandro Ka, Dulphe Pinheiro Machado, Eduardo Gazalle Marco, Rochele Zandavalli, Felipe Caldas, Tadeu Vilani, André Venzon, Vinício Giacomelli, Viviane Possa, Sandra Rey, Frantz Soares, Edgar Haczkiewicz Powarczuk, Renan Santos e Fernanda Valadares, entre outros, integram o grupo que investiga diferentes meios de expressão em  fotografia, pintura, desenho, vídeo e etc.

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Abaixo, Viviane Possa, Nonô Joris (Genuinaobra ) e Tais Mallaguez (Bó Jeito de Morar) comemoram a parceria em projetos de exposição e novas ideias.

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Voltado não só para o Mercado de colecionadores de arte brasileira contemporânea, a GENUINAOBRA também investe em parcerias com produtores culturais, arquitetos, pesquisadores e críticos de arte. Ações como o Projeto Simultaneidade e a mostra O tempo é minha casa surgiram do interesse comum pela troca de experiência e de simultaneidades afetivas e criativas que pretendem valorizar espaços que guardam as memórias da cidade, transformando-os em núcleos de convívio.

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O complexo arquitetônico Vila Flores (no bairro Floresta em Porto Alegre/RS) é formado por 2 prédios, um galpão e um enorme pátio interno,  e foi desenhado e construído na virada da década de 1920/30 pelo arquiteto e engenheiro Joseph Lutzenberger, pai do famoso ambientalista do Rio Grande do Sul. O lugar está sendo revitalizado para abrigar projetos culturais, artísticos, comunitários, musicais, educativos, ambientais e tudo o que a nossa habilidade colaborativa permitir.

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Ativar estas memórias e reinventar os usos, permanências e passagens da cidade é uma arte, que nos inspira a revitalizar nossas relações cotidianas. Com esse objetivo em mente, diversos coletivos de diferentes cidades se reuniram para construir o Projeto Simultaneidade. São eles:

Projeto Simultaneidade (POA) – http://projetosimultaneidade.wordpress.com/

Vila Flores (POA) – http://www.vilaflores.net

Goma Oficina (SP) – http://www.gomaoficina.com

Projeto Vizinhança (POA) – http://www.projetovizinhanca.art.br

Geodésica Cultural Itinerante (FLP) – http://www.facebook.com/geodesicacultural

Casa da Cultura Digital (POA) – http://www.ccdpoa.com.br

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Acima, a imagem escolhida para a instalação in situ num dos espaços da Vila Flores, da mostra O tempo é minha casa . Foto: Flavya Mutran, portfolio da GENUINAOBRA.