PANDORA DE ÁGUA

Fotografias em preto e branco montadas entre lâminas de vidro, emolduradas com alumínio, contendo substâncias como óleo e água no interior das lâminas. Expostas de forma horizontal por suspensão de cabos de arame presos no teto e paredes, esta instalação permite que o observador interaja com as obras movimentando-as em diferentes direções, provocando o deslocamento do líquido do interior das molduras, num jogo de velar e desvelar as fotografias de um corpo feminino nu.

A concepção desta instalação trabalha com a idéia das molduras como ampulhetas, onde a questão do tempo é enfocada sob o ângulo das transformações físicas e emocionais sofridas a partir de ranhuras nos negativos e manchas químicas sobre o papel. As interferências nas imagens fazem alusão às cicatrizes – algumas não visíveis -, que tempo imprime como vestígios de experiências de entrega, perda, dissolução.

Instalação da segunda mostra do projeto CAIXA DE PANDORA. Pandoras de’ agua, galeria Theodoro Braga do Centur, Belém/PA.

sobre memórias e esquecimentos

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